O dia em que quis ser perfeita
Um dia acordei às seis da manhã
Para me tornar uma mulher de sonho
E de facto às nove horas estava irrepreensível.
Fui muito bem educada durante todo o dia,
Durante todo o dia fui muito profissional,
E depois quando chegou a noite,
Descobri que era mais feliz,
Não sendo perfeita afinal.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
O Valor do Defeito
O que eu mais gosto em ti
São realmente os teus defeitos.
Podia dar-se o caso
De admirar as tuas qualidades
E não suportar os teus defeitos
Ou não suportar não teres defeitos.
Mas assim meu amor,
Dás-me a possibilidade de te repreender,
Dás-me a possibilidade de te perdoar,
E dou comigo,
A admirar-te ainda mais,
Por te permitires ter defeitos,
Apenas para que eu não goste de ti,
Apenas pelas tuas qualidades.
O que eu mais gosto em ti
São realmente os teus defeitos.
Podia dar-se o caso
De admirar as tuas qualidades
E não suportar os teus defeitos
Ou não suportar não teres defeitos.
Mas assim meu amor,
Dás-me a possibilidade de te repreender,
Dás-me a possibilidade de te perdoar,
E dou comigo,
A admirar-te ainda mais,
Por te permitires ter defeitos,
Apenas para que eu não goste de ti,
Apenas pelas tuas qualidades.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
O Menino Astrónomo
O Menino recebeu um telescópio de presente,
Na verdade não era grande telescópio,
Ou melhor, não era telescópio nenhum,
Porque só conseguia ver a lua e o sol.
Ainda assim, o menino via no seu telescópio,
A origem do bem e do mal,
A virtude e o defeito
O crime e o castigo.
Na verdade o telescópio do menino,
Era o telescópio que ele queria,
Porque era apenas uma criança,
E toda a gente não esperava que ele,
Fosse mais que uma criança.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Prece de um coração bom
Meu Deus, para ser honesto meu Deus,
Não sei se acredito ou não que existes,
E não sei se tudo o que acontece na terra,
Acontece por tua vontade
Ou por vontade dos homens.
Quando vejo uma rosa orvalhada na Primavera,
Não é a beleza da rosa que me transtorna,
Mas o meu sentimento pela rosa,
E por isso Meu Deus,
Se existes, eu sei que não existes que não em mim.
Talvez Meu Deus,
A tua vontade não seja mais que a nossa vontade,
E a vontade dos homens a vontade de Deus.
Ajuda-me por isso Meu Deus,
Que não sei se existes,
A que a tua vontade em mim,
Transforme o mundo à Tua Vontade.
sábado, 26 de janeiro de 2013
http://www.youtube.com/watch?v=_Ok-HW9AuHo
Por Este Rio Acima
Fausto
Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima
Por este rio acima
Os barcos vão pintados
De muitas pinturas
Descrevem varandas
E os cabelos de Inês
Desenham memórias
Ao longo da água
Bosques enfeitiçados
Soutos laranjeiras
Campinas de trigo
Amores repartidos
Afagam as dores
Quando são sentidos
Monstros adormecidos
Na esfera do fogo
Como nasce a paz
Por este rio acima
Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem
Por este rio acima
isto que é de uns
Também é de outros
Não é mais nem menos
Nascidos foram todos
Do suor da fêmea
Do calor do macho
Aquilo que uns tratam
Não hão-de tratar
Outros de outra coisa
Pois o que vende o fresco
Não vende o salgado
Nem também o seco
Na terra em harmonia
Perfeita e suave
das margens do rio
Por este rio acima
Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem
Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima
Por este rio acima
Os barcos vão pintados
De muitas pinturas
Descrevem varandas
E os cabelos de Inês
Desenham memórias
Ao longo da água
Bosques enfeitiçados
Soutos laranjeiras
Campinas de trigo
Amores repartidos
Afagam as dores
Quando são sentidos
Monstros adormecidos
Na esfera do fogo
Como nasce a paz
Por este rio acima
Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem
Por este rio acima
isto que é de uns
Também é de outros
Não é mais nem menos
Nascidos foram todos
Do suor da fêmea
Do calor do macho
Aquilo que uns tratam
Não hão-de tratar
Outros de outra coisa
Pois o que vende o fresco
Não vende o salgado
Nem também o seco
Na terra em harmonia
Perfeita e suave
das margens do rio
Por este rio acima
Meu sonho
Quanto eu te quero
Eu nem sei
Eu nem sei
Fica um bocadinho mais
Que eu também
Que eu também
meu bem
Por este rio acima
Deixando para trás
A côncava funda
Da casa do fumo
Cheguei perto do sonho
Flutuando nas águas
Dos rios dos céus
Escorre o gengibre e o mel
Sedas porcelanas
Pimenta e canela
Recebendo ofertas
De músicas suaves
Em nossas orelhas
leve como o ar
A terra a navegar
Meu bem como eu vou
Por este rio acima
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
http://www.youtube.com/watch?v=HoQPQfAjr6M
Que amor nao me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor nao se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das àguas
Noite marinheira
Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junta de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irma cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia
Que Amor Não Me Engana
Zeca Afonso
Que amor nao me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura
Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor nao se entrega
Na noite vazia?
E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das àguas
Noite marinheira
Vem devagarinho
Para a minha beira
Em novas coutadas
Junta de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera
Assim tu souberas
Irma cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia
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