“Apenas um raio de sol é suficiente para afastar várias sombras.”
“Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, em breve estarás fazendo o impossível.”
“Onde há amor e sabedoria, não tem temor e nem ignorância.”
São Francisco de Assis
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Loucos e Santos
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde
Acho tão natural que não se pense
Acho tão natural que não se pense
Que me ponho a rir às vezes, sozinho,
Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa
Que tem que ver com haver gente que pensa ...
Que pensará o meu muro da minha sombra?
Pergunto-me às vezes isto até dar por mim
A perguntar-me cousas. . .
E então desagrado-me, e incomodo-me
Como se desse por mim com um pé dormente. . .
Que pensará isto de aquilo?
Nada pensa nada.
Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem?
Se ela a tiver, que a tenha...
Que me importa isso a mim?
Se eu pensasse nessas cousas,
Deixaria de ver as árvores e as plantas
E deixava de ver a Terra,
Para ver só os meus pensamentos ...
Entristecia e ficava às escuras.
E assim, sem pensar tenho a Terra e o Céu
Alberto Caeiro
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
A úa senhora que, estando de mui bom parecer,
contraiu o parentesco de sogra
Quando deixareis vós de ser fermosa,
Minha senhora dona Mariana?
Nunca jamais, se a vista não me engana,
Ou se a fé, mais que a vista, escrupolosa.
Filha vos conheci, e já vi rosa,
Das que se preza abril, maio se ufana,
Que, em vendo essa beleza soberana,
Do prado se acolhia vergonhosa.
Conheci-vos esposa, em igual preço
Invejada das flores. Mas, que importa
Se mãe fostes, com raios semelhantes?
E até sogra, que agora vos conheço,
( contra o que dizem: nem de barro à porta...)
Aposto que inda sois como éreis dantes.
D. Francisco Manuel de Melo
(1608-1666)
contraiu o parentesco de sogra
Quando deixareis vós de ser fermosa,
Minha senhora dona Mariana?
Nunca jamais, se a vista não me engana,
Ou se a fé, mais que a vista, escrupolosa.
Filha vos conheci, e já vi rosa,
Das que se preza abril, maio se ufana,
Que, em vendo essa beleza soberana,
Do prado se acolhia vergonhosa.
Conheci-vos esposa, em igual preço
Invejada das flores. Mas, que importa
Se mãe fostes, com raios semelhantes?
E até sogra, que agora vos conheço,
( contra o que dizem: nem de barro à porta...)
Aposto que inda sois como éreis dantes.
D. Francisco Manuel de Melo
(1608-1666)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O livro que só queria ser lido
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
http://www.youtube.com/watch?v=lJLOWwSW00A
Não És Homem P'ra Mim
Romana( Interpretação de Luisa Sobral)
Não és homem para mim
Eu mereço muito mais
Não és homem para mim
Eu mereço bem melhor
Não és homem para mim
Se não ouves os meus ais
E só a ti tens amor
Não és homem para mim
Eu preciso muito mais
Não és homem para mim
Tu não me dás o que tens
Só tens amor por ti
Não és homem para mim
Nem és homem para ninguém
Eu sou boa demais para ti, eu sei
És menos, eu sou mais, és mal e eu bem
Eu sou uma rosa em flor e tu o espinho que ela tem
Tu és a minha dor, pior não há
Não és homem para mim
Eu mereço muito mais
Não és homem para mim
Eu mereço bem melhor
Não és homem para mim
Se não ouves os meus ais
E só a ti tens amor
Não és homem para mim
Eu preciso muito mais
Não és homem para mim
Tu não me dás o que tens
Só tens amor por ti
Não és homem para mim
Nem és homem para ninguém
Eu soa boa demais para ti, eu sei
Não somos nada iguais
Tu não dás e eu dei
Apenas vês em mim
Uma fonte de prazer
Prazer que eu fingi
Muitas vezes , também ter
Não és homem para mim
Eu mereço muito mais
Não és homem para mim
Eu mereço bem melhor
Não és homem para mim
Se não ouves os meus ais
E só a ti tens amor
Não és homem para mim
Eu preciso muito mais
Não és homem para mim
Tu não me dás o que tens
Só tens amor por ti
Não és homem para mim
Nem és homem para ninguém
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