
Naquela altura veio mais uma vez a ideia
Enquanto folheava à porta da estrada
Esboçar árvores empalhadas
E nos restos evolados
Mostra o meu bramir
E com hábil vassourada
Dourado, Ferrugem e carmim
Rodopiam em frenesim,
É alegria caduca em torvelinho
E depois de acamadas e do tempo do frio
Vem o encurtar das noites
E a inquietude dos dias
E é no tamborilar das árvores resistentes
Que a bela figura se gera do nada
È no gentil golpear da flor do tronco
Que perene a fertilidade no pomar
Numa respiração intangível e sem luto.
Um novo pacto de vida!
A flor da macieira.
